Olá caros leitores mortais, quem vos contacta é Lady Ice para dar um informativo importantíssimo: teremos mais um integrante no Lady Ice's land.
Por favor, queridos, sejamos educados com o Lord Hipnus, amigo meu e da caríssima Dead Dutchess, vindo dos mais profundos subterrâneos do Mundo Inferior, somente para afar nossos sonhos com sua linguagem poética, porém sádica e obscura.
Assim, eu, Dead Dutchess e Lord Hipnus formamos o restrito grupo, os Escritores Mortos.
Para se apresentar, Lord Hipnus escreveu uma belíssima poesia, leiam e o julguem.
Traição
Sentados à mesa, lua singela
Minguava, lágrimas, sentiam.
Olhavam quietos pela janela
Mentiras, aos poucos morriam.
Sábados alegres, mascarados
Jantares, velas, amor!
Seus destinos marcados
Sangue, linhas sem cor.
Tão triste, então, tal noite
Notório seria eu, em um piscar
Tudo por amor, eu digo
Não foi preciso pensar.
Sobreposto ao luar, seu contorno brilhante
Curvas únicas, corpo sedutor
Só eu serei seu amante
Só eu terei seu amor
O ar gélido, sangue quente
Instrumento ansioso à mão
Serviço feito, sigo em frente
Seu corpo no chão
Inocente, o rio vermelho
carregando meu amor , seu pranto, seu canto
Só então percebi meu erro
Perdera seu encanto
Morrera em vão
Por mim, por ele
Por minhas mãos
Oh Deus! Me leve, pois
Levou.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Atestado de óbito (por Dead Dutchess)
Malas. Caixas. Caminhões. Mudança... Polly odiava cada uma dessas coisas: odiava seus pais por arrastarem ela para aquele lugar, odiava ter de deixar todos os seus amigos, odiava aquela casa que parecia estar prestes a desabar e mais do que tudo odiava aquela cidade no meio do nada.
Ela havia se mudado para uma cidade pequena de cinquenta mil habitantes chamada Graveyard Village com sua famíla. Moravam em uma casa bem antiga, de madeira, isolada do resto da cidade.
Seus pais, ambos escritores, vivenciavam uma crise "existencial". Coisa de escritor. Eles diziam que a dita crise era resultado da vida na cidade grande e que novos ares e novas pessoas fariam toda a diferença. "Novos ares e novas pessoas" uma ova, até porque tudo naquele lugar era velho.
Revoltada a garota andava de um lado para o outro fazendo o piso ranger.
_ Polly? Eu quero doce! _o irmão mais novo da garota não parava de gritar_ Polly? Eu quero ver desenho! Polly? Eu quero brincar...
_ Você não pode me dar um segundo de sossego Peter?! Você sabe muito bem que papai e mamãe não te deixam comer doce a essa hora nem ver tv. E se quiser brincar você pode muito bem usar sua imaginação e fazer isso sozinho.
_ Mas eu quero doce! Me dá um doce ou eu vou gritar! AAAAAAAAAAAAAAAH...
_ Cala a boca!_ ela falava com as mãos nos ouvidos_ Peter, espera! Peter, eu acho que eu vi alguma coisa no corredor. Olha lá.
_ O quê?
_ Peter é monstro do armário que veio te pegar! Corre Peter, corre!
_ AAAAAAAAAAAH, socorro, é o monstro...
O garoto saiu correndo porta afora e assim que ele pôs os pés no jardim Polly trancou a porta com um sorriso vitorioso no rosto.
_ Ei, isso é golpe sujo! me deixa entrar!_ dizia o garoto com a voz abafada pelas janelas_ Eu vou contar pra papai e mamãe!
_ É isso que você ganha por ser malcriado. E papai e mamãe não estão aqui e não vão ficar sabendo disso. Tchauzinho maninho..._ ela disse fechando as cortinas.
Finalmente paz e silêncio. Ela se perguntou quanto tempo levaria para que Peter descobrisse que a porta dos fundos estava aberta. Bem, ele nunca fora muito esperto...
Polly estava esgotada de tanta raiva e de tantas reclamações, então deitou no sofá e adormeceu ouvindo seu iPod no volúme máximo.
Acordou. Três horas haviam se passado sem que nada tivesse interrompido seu sono. Nenhum barulho ( que não fosse seu iPod), nenhuma sacudida, nenhuma cosquinha irritante no pé... Isso não era normal. Se levantou ainda meio zonza e começou a procurar por Peter. Não estava na sala, nos quartos, na cozinha, no sótão... Ele não estava em lugar nenhum!
Ela saiu com sua capa de chuva e uma lanterna, pois já começava a escurecer, para procurá-lo melhor.
_ Peter?_ ela chamava_ Peter?
Ninguém respondia.
Deu mais de uma volta na casa e não o encontrou. Não tinha jeito. Ela ia ter que ligar pra seus pais e interromper seu momento de meditação onde quer que eles estivessem.
"Esse número está desligado ou fora da área de cobertura."
Mas onde raios eles estavam? Por que nunca estavam por perto quando ela precisava de ajuda? Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto enquanto ela discava o mesmo número repetidas vezes, sempre ouvindo a mesma mensagem.
Ela já estava a beira de um surto quando as luzes se apagaram e um grito ecoou pelas paredes. Não era Peter. Parecia ser de um homem mais velho. Haveria alguém ali?
Ela não tinha a quem recorrer e não tinha como fugir. Pegou na cozinha uma grande faca, e com a lanterna iluminando seu caminho começou a procurar pela casa alguma pista de que Peter estava a salvo.
_ Peter?_ a voz dela tremia enquanto chamava o garoto_ Peter?
Ela parou em frente a porta fechada do quarto menino, de onde acreditava ter vindo o grito. O que mais queria era encontrá-lo ali, sentado na cama planejando infernizar a vida dela como sempre fazia e ela o encheria de beijos e cascudos.
_ Peter?_ ela chamou mais uma vez abrindo a porta bem devagar, com medo do que iria encontrar ali.
Ninguém estava lá. Ela iluminou melhor o quarto e se aterrorizou com o que viu. O lençol de Peter estava pendurado na parede, nele haviam unhas presas ao tecido e escrito em sangue lia-se "Jardim".
Ela começou a gritar de desespero e angúsita. Chamava Peter, mas ninguém respondia.
Tirou o celular do bolso e começou a discar o número da polícia.
_ Eu preciso de ajuda! Tem alguém na minha casa e pegou o meu irmãozinho_ ela dizia aos prantos e berros_ Venham depressa! Rolland Avenue 69.
Desligou e tentou mais uma vez falar com seus pais. Chamava. Ela já começava a ter um pouquinho de esperança quando um zumbido chamou sua atenção. Vinha de fora da casa.
Ainda com a lanterna e a faca na mão ela saiu em direção ao jardim. O som aumentava gradativamente e, perto do salgueiro, no meio da terra remexida ela achou o celular de seu pai junto a algo que parecia ser um dedo meio deformado. Deixou que caíssem o telefone e a lanterna, e com a faca a altura dos olhos começou a procurar pelo autor de tudo isto.
_ O que você quer?! Por quê?!_ ela gritava.
Não havia ninguém por perto. A faca então voou de sua mão parando no centro do salgueiro. Desesperada ela começou a cavar na terra fofa com suas próprias mãos, procurando pelos corpos que sabia que viria a encontrar. A poucos centímetros do chão encontrou mais um dedinho, dessa vez de Peter.
Ela gritava e se sacudia. Não sabia se consegueria continuar com isso.
Encostada no salgueiro viu uma pá. Era isso que tinha de fazer. Tinha de ver com os próprios olhos para acreditar.
Cavou por horas. Encontrou três corpos. Sua família. Os cadáveres estavam em alto estágio de putrefação, como se estivessem ali há muito mais tempo, seus olhos foram arrancados e em cada um faltavam dedos. De suas bocas, abertas em gritos congelados, saiam vermes e em seus corpos haviam várias marcas de cortes profundos.
_ Keith, me passe o relatório.
_ Sim, cherife. Temos três assassinatos. Os corpos achados são de Charlie, Madleine e Peter Stryder. Polly Stryder foi achada nas covas abertas em estado de choque e já foi medica. Tudo indica que foi ela, senhor. A faca usada para matar a família foi achada no salgueiro cheia de sangue com digitais só da garota.
_ Bem, realmente parece que essa...
_ Polly Stryder, senhor.
_ Isso, parece mesmo que foi ela. Nós continuaremos com as investigações mas em todo caso levem a garota para uma cela provisória e amanhã nós a levaremos para o manicômio da cidade vizinha.
_ Sim, senhor.
Atestado de óbito
Nome: Polly Stryder
Data de nascimento: 05/02/1993
Data de óbito: 04/04/2010
Local: encontrada em cela de prisão fechada
Causa de óbito: Múltiplos golpes a faca
Observações: Encontrada sem olhos, falta de dedos, marcas de golpes a faca por todo corpo e alto estágio de putrefação.
Este conto é dedicado a Maby. Que os demônios que atormentam a vida terrena fiquem longe do seu caminho.
Ela havia se mudado para uma cidade pequena de cinquenta mil habitantes chamada Graveyard Village com sua famíla. Moravam em uma casa bem antiga, de madeira, isolada do resto da cidade.
Seus pais, ambos escritores, vivenciavam uma crise "existencial". Coisa de escritor. Eles diziam que a dita crise era resultado da vida na cidade grande e que novos ares e novas pessoas fariam toda a diferença. "Novos ares e novas pessoas" uma ova, até porque tudo naquele lugar era velho.
Revoltada a garota andava de um lado para o outro fazendo o piso ranger.
_ Polly? Eu quero doce! _o irmão mais novo da garota não parava de gritar_ Polly? Eu quero ver desenho! Polly? Eu quero brincar...
_ Você não pode me dar um segundo de sossego Peter?! Você sabe muito bem que papai e mamãe não te deixam comer doce a essa hora nem ver tv. E se quiser brincar você pode muito bem usar sua imaginação e fazer isso sozinho.
_ Mas eu quero doce! Me dá um doce ou eu vou gritar! AAAAAAAAAAAAAAAH...
_ Cala a boca!_ ela falava com as mãos nos ouvidos_ Peter, espera! Peter, eu acho que eu vi alguma coisa no corredor. Olha lá.
_ O quê?
_ Peter é monstro do armário que veio te pegar! Corre Peter, corre!
_ AAAAAAAAAAAH, socorro, é o monstro...
O garoto saiu correndo porta afora e assim que ele pôs os pés no jardim Polly trancou a porta com um sorriso vitorioso no rosto.
_ Ei, isso é golpe sujo! me deixa entrar!_ dizia o garoto com a voz abafada pelas janelas_ Eu vou contar pra papai e mamãe!
_ É isso que você ganha por ser malcriado. E papai e mamãe não estão aqui e não vão ficar sabendo disso. Tchauzinho maninho..._ ela disse fechando as cortinas.
Finalmente paz e silêncio. Ela se perguntou quanto tempo levaria para que Peter descobrisse que a porta dos fundos estava aberta. Bem, ele nunca fora muito esperto...
Polly estava esgotada de tanta raiva e de tantas reclamações, então deitou no sofá e adormeceu ouvindo seu iPod no volúme máximo.
Acordou. Três horas haviam se passado sem que nada tivesse interrompido seu sono. Nenhum barulho ( que não fosse seu iPod), nenhuma sacudida, nenhuma cosquinha irritante no pé... Isso não era normal. Se levantou ainda meio zonza e começou a procurar por Peter. Não estava na sala, nos quartos, na cozinha, no sótão... Ele não estava em lugar nenhum!
Ela saiu com sua capa de chuva e uma lanterna, pois já começava a escurecer, para procurá-lo melhor.
_ Peter?_ ela chamava_ Peter?
Ninguém respondia.
Deu mais de uma volta na casa e não o encontrou. Não tinha jeito. Ela ia ter que ligar pra seus pais e interromper seu momento de meditação onde quer que eles estivessem.
"Esse número está desligado ou fora da área de cobertura."
Mas onde raios eles estavam? Por que nunca estavam por perto quando ela precisava de ajuda? Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto enquanto ela discava o mesmo número repetidas vezes, sempre ouvindo a mesma mensagem.
Ela já estava a beira de um surto quando as luzes se apagaram e um grito ecoou pelas paredes. Não era Peter. Parecia ser de um homem mais velho. Haveria alguém ali?
Ela não tinha a quem recorrer e não tinha como fugir. Pegou na cozinha uma grande faca, e com a lanterna iluminando seu caminho começou a procurar pela casa alguma pista de que Peter estava a salvo.
_ Peter?_ a voz dela tremia enquanto chamava o garoto_ Peter?
Ela parou em frente a porta fechada do quarto menino, de onde acreditava ter vindo o grito. O que mais queria era encontrá-lo ali, sentado na cama planejando infernizar a vida dela como sempre fazia e ela o encheria de beijos e cascudos.
_ Peter?_ ela chamou mais uma vez abrindo a porta bem devagar, com medo do que iria encontrar ali.
Ninguém estava lá. Ela iluminou melhor o quarto e se aterrorizou com o que viu. O lençol de Peter estava pendurado na parede, nele haviam unhas presas ao tecido e escrito em sangue lia-se "Jardim".
Ela começou a gritar de desespero e angúsita. Chamava Peter, mas ninguém respondia.
Tirou o celular do bolso e começou a discar o número da polícia.
_ Eu preciso de ajuda! Tem alguém na minha casa e pegou o meu irmãozinho_ ela dizia aos prantos e berros_ Venham depressa! Rolland Avenue 69.
Desligou e tentou mais uma vez falar com seus pais. Chamava. Ela já começava a ter um pouquinho de esperança quando um zumbido chamou sua atenção. Vinha de fora da casa.
Ainda com a lanterna e a faca na mão ela saiu em direção ao jardim. O som aumentava gradativamente e, perto do salgueiro, no meio da terra remexida ela achou o celular de seu pai junto a algo que parecia ser um dedo meio deformado. Deixou que caíssem o telefone e a lanterna, e com a faca a altura dos olhos começou a procurar pelo autor de tudo isto.
_ O que você quer?! Por quê?!_ ela gritava.
Não havia ninguém por perto. A faca então voou de sua mão parando no centro do salgueiro. Desesperada ela começou a cavar na terra fofa com suas próprias mãos, procurando pelos corpos que sabia que viria a encontrar. A poucos centímetros do chão encontrou mais um dedinho, dessa vez de Peter.
Ela gritava e se sacudia. Não sabia se consegueria continuar com isso.
Encostada no salgueiro viu uma pá. Era isso que tinha de fazer. Tinha de ver com os próprios olhos para acreditar.
Cavou por horas. Encontrou três corpos. Sua família. Os cadáveres estavam em alto estágio de putrefação, como se estivessem ali há muito mais tempo, seus olhos foram arrancados e em cada um faltavam dedos. De suas bocas, abertas em gritos congelados, saiam vermes e em seus corpos haviam várias marcas de cortes profundos.
_ Keith, me passe o relatório.
_ Sim, cherife. Temos três assassinatos. Os corpos achados são de Charlie, Madleine e Peter Stryder. Polly Stryder foi achada nas covas abertas em estado de choque e já foi medica. Tudo indica que foi ela, senhor. A faca usada para matar a família foi achada no salgueiro cheia de sangue com digitais só da garota.
_ Bem, realmente parece que essa...
_ Polly Stryder, senhor.
_ Isso, parece mesmo que foi ela. Nós continuaremos com as investigações mas em todo caso levem a garota para uma cela provisória e amanhã nós a levaremos para o manicômio da cidade vizinha.
_ Sim, senhor.
Atestado de óbito
Nome: Polly Stryder
Data de nascimento: 05/02/1993
Data de óbito: 04/04/2010
Local: encontrada em cela de prisão fechada
Causa de óbito: Múltiplos golpes a faca
Observações: Encontrada sem olhos, falta de dedos, marcas de golpes a faca por todo corpo e alto estágio de putrefação.
Este conto é dedicado a Maby. Que os demônios que atormentam a vida terrena fiquem longe do seu caminho.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Vestido branco (por Lady Ice)
Violet se olhou no espelho grande e oval a sua frente. O vestido estava pronto e ela estava tão diferente de cinco anos atrás...
Ouviu o celular tocando e o atendeu sem olhar o visor.
- Como está a noiva mais linda do mundo?
- EWAN! Estava pensando em você agora!
- Onde você está, meu amor?
- Vim buscar o vestido.
Violet olhou em volta procurando a vendedora para ajudá-la a tirar a roupa.
- Que tal saírmos? - perguntou Ewan - Vamos almoçar juntos antes de eu ir para a despedida de solteiro.
- Tudo bem.
- Certo, passo aí em meia hora.
- Estou esperando e... Eu te amo.
- Eu também te amo.
Ambos desligaram e finalmente a vendedora apareceu.
Violet chegou em casa quase a noite. Hugh, seu irmão, estava na sala.
- Boa noite, futura ex mulher! - ele brincou.
- Nossa! Já ta agorando meu casamento?
- Nhá! Nada pessoal maninha. Você sabe o que eu penso, são só dois trabalhos...
- ...Casar e separar. Essa sua falta de fé no casamento é triste, Hugh.
A garota foi até o quarto com o irmão em seu encalço.
- Olha que sinistro, - falou ele - eu descobri que a igreja em que você vai se casar é amaldiçoada.
- Por favor... Sabe que eu não acredito nisso!
- É sério Violet! Os noivos morrem lá! No dia do casamento.
- Certo, Hugh. Vou dormir agora.
O dia amanheceu lindo, claro e perfeito. Tanto a noiva quanto o noivo levantaram-se cedo e começaram a preparação para o grande dia.
Hugh estava na obrigação de levar Violet de casa para o SPA, do SPA para a igreja e depois os noivos para o salão de festas.
O rapaz foi tagarelando o caminho inteiro.
- Sabe o que dizem? - falava ele - Dizem que é um espírito revoltado de uma noiva.
- Claro que sim, Hugh. - Violet usava seu melhor tom cético.
- É sério, Vi! Dizem que quem matou foi o próprio noivo.
- Foi sim.
- E que ela tava grávida de outro cara, por isso ele a matou.
- Nossa...
- Matou ela enforcada com o próprio véu.
- Chega não é?!
Ewan já estava pronto na sala de espera da igreja. Era o fim da tarde e tudo estava perfeito. Ele se olhou no espelho e sorriu, estava se casando com a mulher da sua vida!
Ouviu a batida na porta.
- Ewan, a Violet chega em quinze minutos. - avisou um amigo.
Ele conseguiu apenas sorrir tamanho o nervosismo.
Ewan se sentou na poltrona e batucou alguma música estúpida na perna. Foi quando as luzes piscaram.
Ele olhou para cima e as luzes se apagaram só não trazendo o breu por causa do fio de raio de sol que entrava pela janela.
Um choro de bebê começou a soar e Ewan se levantou indo até a porta. Trancada.
Sentiu o sopro e olhou para trás. Não havia nada.
O choro da criança aumentou e fez com que Ewan se desesperasse mais. O rapaz forçou a porta desesperado e começou a bater com força nela.
Olhou para trás novamente por puro instinto e viu algo horripilante. Uma mulher pálida com duas lágrimas de sangue escorrendo uma de cada olho. Estava vestida de noiva, mas havia sabgue por todo seu vestido branco.
- Eu falei para não fazer isso! - ela falou com a voz fria.
Um grito ensurdecedor se propagou pelo aposento fazendo com que os vidros tremessem. Os móveis começaram a girar pelo ar.
Ewan socou a porta, mas sentiu que ele também começava a flutuar.
Violet chegou à igreja e um amigo foi imcubido de chamar Ewan.
O rapaz foi até a sala, mas voltou apressado e arrastou mais dois amigos para lá.
- O que houve? - perguntou Violet.
- Vou ver. - Hugh falou e entrou na sala.
Ele voltou um tempo depois pálido.
- Vi... Acho que não haverá mais casamento.
- Como? Que tipo de brincadeira é essa, Hugh?
- Não é brincadeira, eu juro!
- Então o que é? Cade o Ewan?
- Ele... Ele... Ele não...
Mas Violet empurrou o irmão e entrou na sala para ver a cena mais horrível de sua vida: Ewan fora sufocado com a própria gravata e estava pendurado no lustre sem as mãos.
Conto dedicado a Kissa. Que a irmã Morte não venha te visitar tão cedo... L.I.
Ouviu o celular tocando e o atendeu sem olhar o visor.
- Como está a noiva mais linda do mundo?
- EWAN! Estava pensando em você agora!
- Onde você está, meu amor?
- Vim buscar o vestido.
Violet olhou em volta procurando a vendedora para ajudá-la a tirar a roupa.
- Que tal saírmos? - perguntou Ewan - Vamos almoçar juntos antes de eu ir para a despedida de solteiro.
- Tudo bem.
- Certo, passo aí em meia hora.
- Estou esperando e... Eu te amo.
- Eu também te amo.
Ambos desligaram e finalmente a vendedora apareceu.
Violet chegou em casa quase a noite. Hugh, seu irmão, estava na sala.
- Boa noite, futura ex mulher! - ele brincou.
- Nossa! Já ta agorando meu casamento?
- Nhá! Nada pessoal maninha. Você sabe o que eu penso, são só dois trabalhos...
- ...Casar e separar. Essa sua falta de fé no casamento é triste, Hugh.
A garota foi até o quarto com o irmão em seu encalço.
- Olha que sinistro, - falou ele - eu descobri que a igreja em que você vai se casar é amaldiçoada.
- Por favor... Sabe que eu não acredito nisso!
- É sério Violet! Os noivos morrem lá! No dia do casamento.
- Certo, Hugh. Vou dormir agora.
O dia amanheceu lindo, claro e perfeito. Tanto a noiva quanto o noivo levantaram-se cedo e começaram a preparação para o grande dia.
Hugh estava na obrigação de levar Violet de casa para o SPA, do SPA para a igreja e depois os noivos para o salão de festas.
O rapaz foi tagarelando o caminho inteiro.
- Sabe o que dizem? - falava ele - Dizem que é um espírito revoltado de uma noiva.
- Claro que sim, Hugh. - Violet usava seu melhor tom cético.
- É sério, Vi! Dizem que quem matou foi o próprio noivo.
- Foi sim.
- E que ela tava grávida de outro cara, por isso ele a matou.
- Nossa...
- Matou ela enforcada com o próprio véu.
- Chega não é?!
Ewan já estava pronto na sala de espera da igreja. Era o fim da tarde e tudo estava perfeito. Ele se olhou no espelho e sorriu, estava se casando com a mulher da sua vida!
Ouviu a batida na porta.
- Ewan, a Violet chega em quinze minutos. - avisou um amigo.
Ele conseguiu apenas sorrir tamanho o nervosismo.
Ewan se sentou na poltrona e batucou alguma música estúpida na perna. Foi quando as luzes piscaram.
Ele olhou para cima e as luzes se apagaram só não trazendo o breu por causa do fio de raio de sol que entrava pela janela.
Um choro de bebê começou a soar e Ewan se levantou indo até a porta. Trancada.
Sentiu o sopro e olhou para trás. Não havia nada.
O choro da criança aumentou e fez com que Ewan se desesperasse mais. O rapaz forçou a porta desesperado e começou a bater com força nela.
Olhou para trás novamente por puro instinto e viu algo horripilante. Uma mulher pálida com duas lágrimas de sangue escorrendo uma de cada olho. Estava vestida de noiva, mas havia sabgue por todo seu vestido branco.
- Eu falei para não fazer isso! - ela falou com a voz fria.
Um grito ensurdecedor se propagou pelo aposento fazendo com que os vidros tremessem. Os móveis começaram a girar pelo ar.
Ewan socou a porta, mas sentiu que ele também começava a flutuar.
Violet chegou à igreja e um amigo foi imcubido de chamar Ewan.
O rapaz foi até a sala, mas voltou apressado e arrastou mais dois amigos para lá.
- O que houve? - perguntou Violet.
- Vou ver. - Hugh falou e entrou na sala.
Ele voltou um tempo depois pálido.
- Vi... Acho que não haverá mais casamento.
- Como? Que tipo de brincadeira é essa, Hugh?
- Não é brincadeira, eu juro!
- Então o que é? Cade o Ewan?
- Ele... Ele... Ele não...
Mas Violet empurrou o irmão e entrou na sala para ver a cena mais horrível de sua vida: Ewan fora sufocado com a própria gravata e estava pendurado no lustre sem as mãos.
Conto dedicado a Kissa. Que a irmã Morte não venha te visitar tão cedo... L.I.
Assinar:
Comentários (Atom)